sexta-feira, 5 de junho de 2009

Faltam profissionais de Sistemas de Informação no país

O crescimento da área de tecnologia da informação é estimado em 10% ao ano. Em médio prazo, número de mão-de-obra necessária na área pode chegar a três milhões.



O mercado de trabalho para quem se forma no curso de sistemas de informação é promissor e, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1, há déficit de profissionais para a área. No médio prazo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), a carência de mão-de-obra pode chegar a três milhões de profissionais. “Estima-se que o crescimento nesta década da área de tecnologia da informação permanecerá acima de 10% ao ano contra uma expectativa mundial um pouco superior a 3%”, afirma o presidente da SBC, José Carlos Maldonado. “Como a informática vem crescendo muito, estão sendo criados cargos diferentes. Dentro da empresa, o profissional de sistemas de informação ganha importância maior”, afirma a coordenadora do curso da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Márcia Rodrigues Cappelli Santana. Isto faz com que os nomes na profissão sejam bem variados: existe o analista de banco de dados, de segurança, de sistemas, projetista e programador de software. Muda muito conforme o porte, a organização da empresa e a função exercida.

De acordo com Maldonado, a necessidade de pessoas bem qualificadas leva a uma oferta de empregos com boa remuneração, e os profissionais pós-graduados acabam conseguindo boas colocações. A profissão não é regulamentada e, por isso, não tem piso salarial definido. Mas como a demanda é grande, quem trabalha na área de sistemas de informação não tem do que reclamar. E o campo de atuação é amplo: o profissional pode atuar no desenvolvimento de sistemas para empresas de diversos setores, como o bancário, telecomunicações, agricultura, comércio, poder público, entre outros.

Diferenças entre cursos:


Existem quatro formações principais na área de computação no país: ciência da computação, engenharia da computação, sistemas de informação e licenciatura em computação. O que diferencia os cursos são as habilidades e competências adquiridas pelos alunos. O bacharel em ciências de informação tem formação mais voltada para o desenvolvimento de novas ferramentas de software, novas linguagens de programação.

O bacharel em sistemas de informação tem uma visão aprofundada de gerência e gestão, além da bagagem de informática. Já o engenheiro de computação é mais bem formado para atuar em projetos com sistemas computacionais, principalmente na indústria. E tem de ter uma formação sólida em engenharia elétrica e eletrônica. Já o licenciado se volta para a docência, seja no ensino médio, seja no ensino fundamental.
Fonte: Simone Harnik do G1, em São Paulo.

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