segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O projeto Aurora, uma possibilidade sobre o futuro dos navegadores


A Mozilla – desenvolvedora do Firefox – já tem uma carta na manga que pode substituir não somente este navegador que cresce a cada dia, mas também revolucionar a maneira como navegamos pela internet. É o Aurora, um conceito de navegador desenvolvido pela Adaptive Path – uma empresa que trabalha em conjunto com diferentes empresas.

O projeto Aurora faz parte de uma iniciativa da Mozilla Labs para encorajar designers e desenvolvedores com novas ideias e visões sobre o futuro da navegação e da Web como um todo. O principal objetivo dessa série de conceitos é facilitar a discussão e definir os rumos do Firefox e da internet em geral.

O que é o Aurora

O Aurora simplesmente manda às favas o conceito de janelas, tendo todos os elementos disponíveis em bordas ou em menus, os quais são requisitados somente pelo usuário. O foco sai de uma página como um todo para um objeto individual, o que dá ao usuário a possibilidade de interagir diretamente com partes específicas dentro de um contexto.

A visualização espacial

O design do Aurora é completamente diferente do padrão de navegação com o qual estamos acostumados hoje. A visualização espacial oferece regras e ferramentas para organizar pessoas, lugares e elementos da Web como objetos tridimensionais. Este pode ser um resumo do Aurora: a aplicação do conceito de widgets em nível mais abrangente e dinâmico.

Há três classes básicas de objetos: pessoas, lugares e coisas. Pessoas são, basicamente, contatos que você mantém com histórico de comunicação e colaboração. Lugares são recursos da internet. Qualquer endereço é um lugar, mas lugares não são somente páginas. Já coisas são, em essência, recursos aplicados a qualquer dado pessoal do usuário.

Para inserção de texto dentro do Aurora, uma barra dinâmica interpreta endereços, invoca qualquer tipo de objeto, faz buscas, aciona comandos, pula para um ponto específico da visualização espacial e interpreta metadados em qualquer objeto.

A maioria das ações do usuário não envolve a manipulação direta dos objetos. Ela se dá através de menus de contexto radiais. Algumas ações invocam painéis, ou seja, componentes que permitem ao usuário definir os padrões para uma ação.

A busca por objetos também é executada na visualização espacial. Resultados compatíveis são exibidos diferentemente, destacados de alguma maneira, enquanto resultados sem relação são quase invisíveis. Um recurso interativo da busca recupera páginas visitadas e favoritas. A princípio, elas são exibidas como foram visualizadas na última vez, mas uma simples função do menu atualiza todo o conteúdo.

No celular

Depois de explorar um site totalmente, que tal compartilhar com qualquer outra pessoa, mas sem precisar do computador? É a transferência facilitada do Aurora, que envia todo o conteúdo de um site para um dispositivo móvel, principalmente celular. A interface do Aurora para celulares é a mesma dos desktops. A diferença é o dedo usuário, que substitui o cursor, obviamente.

Isso se explica, pois Adaptive Path e Mozilla decidiram fazer um produto único para desktops, aparelhos celulares e outras telas, reforçando o conceito de continuidade de experiência de navegação. O Aurora se ajusta a qualquer tamanho de tela sem perda de funcionalidade.

O Aurora também pode ajudar em viagens com através de um celular com tela touchscreen. A visualização espacial é adaptada para viagens, com a localização do usuário determinante para o que é exibido.

Através do recurso de localização do aparelho celular, uma lista de eventos na região é exibida e pode ser filtrada. Utilizando o mapa como um objeto, o usuário acessa sites com conteúdo relacionado aos eventos listados. Rotas mais curtas podem ser feitas do site de mapas e também de outros dados de outros sites pelos quais você já passou. Um convite pode ser facilmente enviado para membros do seu grupo de amigos.

Artigo escrito por Danilo Amoroso



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